quinta-feira, 22 de maio de 2008
Diz carochinha, só mais uma vez
Blusas, calças, cuecas e meias. Confirmado. Pasta de dentes e cremes e coisas dessas, todas em frascos com menos de 100 ml. Certo. Máquina fotográfica. Sim. Amigas cá, amiga lá, com quem me apetece mesmo passar um fim-de-semana grande a viajar. Tudo o que preciso. Isso e mais a notícia má, que é tua mas é minha... porque te adoro amiga. E porque, nestas ocasiões, a porta da minha saudade salta nas dobradiças e fica escancarada para eu ver de novo aquele sorriso enrugado, ouvir de novo o meu nome na voz dele - carochinha - e ter mais uma vez a certeza, como tenho sempre, que por mais que o tempo passe nunca deixas de ser a força maior do meu mundo e a ausência mais profunda e dolorosa da minha vida, avô!
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Bater as asas
Ele andava às voltas em torno dela. Ela rodopiava vaidosa. Uma vez ou outra encostavam as cabeças. Depois, ora um ora outro, voltava costas para recomeçar o ritual mais uma vez logo a seguir. Assim, uma e outra vez, tempos e tempos nisto. Até que ele, ingrato ou impaciente, saciado de amor ou cansado da falta dele, levantou voo e não voltou mais...
...Só aí é que consegui tirar os olhos da janela e voltar ao trabalho, deixando a pomba sozinha no parapeito, a remoer a dor do abandono.
...Só aí é que consegui tirar os olhos da janela e voltar ao trabalho, deixando a pomba sozinha no parapeito, a remoer a dor do abandono.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
«Quero duas saquetas fáxavôr»
Já tenho o Cannavaro e o Del Piero para a troca, continuo a procurar desesperadamente os meus meninos do Benfica, Nuno Gomes e Petit (o Quim já está colado), e não paro de me espantar com as carantonhas de todos os jogadores da Turquia. É tão bom ter a caderneta da Panini do Europeu, todos os dias comparar os cromos com a concorrência e ver os espaços em branco a diminuir. Se não fosse por essa emoção diária tenho a certeza que não tinha sobrevivido às duas últimas semanas. Infantil? Não. Um conforto incalculável...
«Foi bonita a festa, pá»

Parece que não consigo fazer o luto. Que apesar de ter ido ao estádio, de ter visto as imagens todas, guardado os jornais, saber que vais continuar por perto... tenho saudades. É só isso. Será que tenho mesmo de ficar entregue aos Cristianos Ronaldos e outros que tais da vida sem te ter cheio de classe para me consolar? Tantas saudades...
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Obrigada...
Obrigada mesmo. Já estou com saudades do Rui Costa, mas foi bonita a despedida.
Foi mau o campeonato, mas há coisas que nunca nenhum adepto de outro clube poderá sentir assim, disso tenho a certeza absoluta... Como ver um estádio cheio, unido por uma pessoa só, mesmo que o clube tenha ficado na segunda pior classificação de sempre na sua história... Como ter um jogador tão grande como ele, aplaudido pelos seus e pelos adversários, a escolher terminar a carreira no Benfica só porque não podia ser de outra maneira... Como estarmos todos juntos naquele momento, emocionados com o Adeus e felizes por sermos todos intensamente o Benfica em partes iguais.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Se for verdade...
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Um feriado, um dia de férias e o fim-de-semana
Aproveito para arrumar a casa, com aquele sentimento de que as coisas novas dão um aspecto novo às coisas velhas. Aproveito para jantar fora e ir a uma aula de ginástica, sem pressas. Aproveito para ir dançar. Aproveito para me rir num workshop de druidismo. Sim, druidismo (é trabalho mas não parece). Aproveito para estar com a minha mãe, porque vai ser dia da mãe e simplesmente porque quero estar com ela. Aproveito para ler...o Roth, o Barnes e até a biografia da Madonna, só porque tenho tempo. E vou às compras, mesmo sem dinheiro, só para passear pelo Chiado. São quatro dias só para mim que eu sei que mereci. E vou aproveitá-los inteirinhos.
terça-feira, 29 de abril de 2008
A espiritualidade segundo Dr. House...
- «Eles (religiosos) têm alguma coisa que nós não temos»
- «Sim... amigos imaginários»
- «Sim... amigos imaginários»
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Três dias é qualquer coisa...
De repente, tropecei nesta ideia: acabei de viver três dias bons, sem mácula.
Sei que devem ter acontecido coisas assim mais chatas (tenho quase a certeza que trabalhei, pelo menos), mas isso nem interessa porque, no balanço final, só consigo reter esta sensação: foram bons estes três dias.
- Uma amiga comigo e uma boa peça de teatro;
- Outra amiga e um almoço caseiro, com panados, massa, bolachas de manteiga e muita conversa reparadora;
- Mais uma amiga (uau, tantas amigas!) e uma ideia daquelas repentinas que sabem mesmo bem por serem assim: um convite para jantar e para meter o pijama numa mochila e pernoitar (faltou lá a minha 'sobrinha' peluda e às pintinhas, mas tudo bem). Isto já para não falar do Dexter, que foi LINDO!;
- Parece repetitivo (não, foi mesmo bom), mas ainda uma amiga mais e uns belos momentos de ginásio...ah ah, descobri que ADORO dar pontapés no ar (ou, confesso, em figuras imaginárias que eu odeio assim só um bocadiiiiiiiiinho)!
- Aaaaaah, e porque o dia ainda não acabou (têm de contar os três dias inteirinhos), vou jantar com a minha Maria e o mano matulão.
Três dias assim tão bons sem acontecer nada de especial é especial o suficiente para mim!
Sei que devem ter acontecido coisas assim mais chatas (tenho quase a certeza que trabalhei, pelo menos), mas isso nem interessa porque, no balanço final, só consigo reter esta sensação: foram bons estes três dias.
- Uma amiga comigo e uma boa peça de teatro;
- Outra amiga e um almoço caseiro, com panados, massa, bolachas de manteiga e muita conversa reparadora;
- Mais uma amiga (uau, tantas amigas!) e uma ideia daquelas repentinas que sabem mesmo bem por serem assim: um convite para jantar e para meter o pijama numa mochila e pernoitar (faltou lá a minha 'sobrinha' peluda e às pintinhas, mas tudo bem). Isto já para não falar do Dexter, que foi LINDO!;
- Parece repetitivo (não, foi mesmo bom), mas ainda uma amiga mais e uns belos momentos de ginásio...ah ah, descobri que ADORO dar pontapés no ar (ou, confesso, em figuras imaginárias que eu odeio assim só um bocadiiiiiiiiinho)!
- Aaaaaah, e porque o dia ainda não acabou (têm de contar os três dias inteirinhos), vou jantar com a minha Maria e o mano matulão.
Três dias assim tão bons sem acontecer nada de especial é especial o suficiente para mim!
terça-feira, 22 de abril de 2008
Porque me diverte!

Acho que hoje, se só tivesse quatro minutos, queria passá-los com a Madonna, o Justin e o Timbaland a salvar o mundo...
4 Minutes, Madonna - Hard Candy
4 Minutes, Madonna - Hard Candy
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Hoje...
Tenho o coração trespassado por uma espada porque pela primeira vez senti que posso, muito em breve, deixar de gostar de futebol
Gastei dinheiro numa blusa que tenho a certeza absoluta, absolutinha, que não podia ter comprado
Apetecia-me tanto tanto jantar em casa, mas em vez disso tenho de ir, à chuva, de comboio (sim, que no meu jornal não se apanha táxis), enfiar-me numa tenda a ver um espectáculo
AAAHHHHHH, que vontade de dizer um palavrão!
Gastei dinheiro numa blusa que tenho a certeza absoluta, absolutinha, que não podia ter comprado
Apetecia-me tanto tanto jantar em casa, mas em vez disso tenho de ir, à chuva, de comboio (sim, que no meu jornal não se apanha táxis), enfiar-me numa tenda a ver um espectáculo
AAAHHHHHH, que vontade de dizer um palavrão!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Tão perto, tão longe
É um cheiro a pão quente, com um estalar delicioso. Um cão preto, lindo e encaracolado, a esconder uma meia atrás de um carro. As mão sujas de alcatrão na entrada da escola, porque um caminho tão curto só podia ser feito de pernas para o ar. Os patins nos pés e as mãos agarradas à tua bicicleta, mano. Os cabelos molhados por uma mangueira que rodopiava feliz no quintal, um David improvável que derrubava o Golias que nos massacrava a mais de quarenta graus. Cidades imensas de bonecos espalhadas pelo chão do quarto e as formigas (lembras-te mãe?) num carreiro que eu não deixava ninguém destruir. Tardes e tardes em que eu me sentia invencível, senhora do meu trampolim! Tu na minha casa Cecília, eu na tua. As padinhas ainda quentes no pincarinho, o dia em que ameacei afogar-te na barragem e tu acreditaste (ainda és meu amigo, vais ser sempre) e os carrinhos de choque na feira. Noites calmas, tão calmas que eram imensas, porque era verão e no dia seguinte podíamos acordar mais tarde. Vocês...Sónia, Carlos, Filipe...que me deixam agora órfã de alguma coisa que não sei definir. As tardes inteiras que passámos a ler, as duas deitadas no sofá, com uma taça de fruta fresca como só tu sabes preparar (é verdade, quando não és tu que preparas a fruta não me sabe bem). O Dirty Dancing e a vossa raiva ao chegar da escola por causa disso mesmo, do Dirty Dancing todas as tardes. As coisas piores, eu sei, por ser a vila tão pequena. Mas é assim que eu a sei percorrer inteira de olhos fechados. Aqui, agora mesmo, ou lá, com os pés no meu chão! Assim, por estas coisas pequenas que guardo e que nem sabia que eram importantes, a trago presa no meu corpo, com todas as suas texturas. Talvez por isso ainda não tenha sofrido a despedida e me mantenha serena no meu luto ... não total (sei o caminho de regresso, sei que sim) mas pleno na distância de um ciclo que se fecha.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Ai que coisa tão agradável já haver solinho
Quando está mesmo MUITO frio. Ou quando uma grande tempestade me faz ficar sem luz e perder um episódio importantíssimo de uma das muitas importantíssimas séries da minha vida. Ainda quando uma chuvada valente e uns trovões barulhentos me fazem temer, estupidamente, ficar feita em papas. Nessas alturas até chego a achar que tenho um bocadinhoooooo de saudades do Verão. Mas só mesmo assim. Depois vem o Sol e faz-me espirrar, fica calor e não há forma de o meu corpinho se sentir confortável, além de ter de enfrentar sempre uma amigdalite nos primeiros dias, causada certamente pela revolta da minha alma perante a perspectiva de tantos meses de cheiro a suor em espaços públicos e noites mal dormidas por estar colada aos lençóis (sim, eu não tenho ar condicionado). Volta-me imediatamente à memória, com uma estranha clareza, o porquê de odiar o Verão. Que me perdoem os outros, que já andam na rua de chinelinho no pé e um evidente exagero na indumentária fresquinha, mas agora só me apetece hibernar até que seja Outono. Posso?
terça-feira, 1 de abril de 2008
As Dúvidas do Coração
Se volto mais depressa para casa na ânsia de correr para os seus braços, se falo nele todo o dia e me apetece entregar-lhe um bilhete com juras eternas, devo pressupor que amo o meu novo jogo de Playstation? Ai, as relações são sempre tão complicadas...
segunda-feira, 24 de março de 2008
Sobrevivi!
Depois de mais um fim-de-semana de Páscoa tive de me beliscar toda, reunir os fragmentos da minha lucidez, para chegar a esta conclusão. Ainda estou viva. Isto apesar de ter enfrentado heroicamente filmes sobre os 10 mandamentos, ben-hur e, oh céus, mais uma vez, a diarreia mental e artística mais sobrevalorizada da história da humanidade - A Paixão de Cristo. Ainda respiro, apesar de a RTP ter cometido o sacrilégio (isto em época santa, consta!) de não transmitir o abençoado episódio semanal de Prison Break (nome que não deve ser pronunciado em vão, ou lá o que é). Ah, e mais incrível ainda, ainda não fui fulminada por um raio, apesar de todos os impropérios enraivecidos proferidos contra o Senhor, Jesus, Noé e até o raio dos animais que o homem salvou, e de ter comido uma valente e gulosa chamuça na sexta-feira santa.
Sobrevivi mesmo, sem sequelas de maior, além da nostalgia pelos tempos da infância, quando os meus santos pais ateus e hereges me mantinham a salvo desta insanidade colectiva e para mim a Páscoa era apenas um nome para dar às férias e à época que separava os períodos escolares. Ainda assim, devo admitir que aprendi coisas incríveis nestes dias, que me vão valer para a vida. Entre as várias medidas que Deus tomou para salvar o seu povo da escravidão (através de Moisés, informo aos mais incultos nestas matérias), há uma que me deixou em êxtase: matou, e não estou a inventar, todas as criancinhas do Egipto. Só as criancinhas. E repito, as criancinhas. Ah, e vi num documentário que a história da ressurreição (preparem-se corações crentes e piedosos) pode ter muito bem origem num episódio à Carlos Paião: Cristo terá desfalecido na cruz, devido às dores, mas foi posto vivo na campa, já que ninguém se deu ao trabalho de verificar os sinais vitais (é preciso dizer que a medicina não era o que é hoje). E assim até me parece muito normal que o homem se tenha levantado três dias depois, ora bem!
Sobrevivi mesmo, sem sequelas de maior, além da nostalgia pelos tempos da infância, quando os meus santos pais ateus e hereges me mantinham a salvo desta insanidade colectiva e para mim a Páscoa era apenas um nome para dar às férias e à época que separava os períodos escolares. Ainda assim, devo admitir que aprendi coisas incríveis nestes dias, que me vão valer para a vida. Entre as várias medidas que Deus tomou para salvar o seu povo da escravidão (através de Moisés, informo aos mais incultos nestas matérias), há uma que me deixou em êxtase: matou, e não estou a inventar, todas as criancinhas do Egipto. Só as criancinhas. E repito, as criancinhas. Ah, e vi num documentário que a história da ressurreição (preparem-se corações crentes e piedosos) pode ter muito bem origem num episódio à Carlos Paião: Cristo terá desfalecido na cruz, devido às dores, mas foi posto vivo na campa, já que ninguém se deu ao trabalho de verificar os sinais vitais (é preciso dizer que a medicina não era o que é hoje). E assim até me parece muito normal que o homem se tenha levantado três dias depois, ora bem!
sexta-feira, 14 de março de 2008
Uau
«E à (o meu meu nome, com direito a primeiro e último), a quem este livro muito deve»*
Uau. Obrigada. Inchada, toda eu. Até porque estou tão feliz com o meu exemplar nas mãos (que vai ter, DE CERTEZA, direito ao primeiro autógrafo) que mais parece que fui eu que publiquei um livro! Uau (só mais este, para terminar). Uau (ups, este escapou!).
*in «Uma Amiga como Shiva», de Marta Curto (Ed. Livros d'Hoje)
Uau. Obrigada. Inchada, toda eu. Até porque estou tão feliz com o meu exemplar nas mãos (que vai ter, DE CERTEZA, direito ao primeiro autógrafo) que mais parece que fui eu que publiquei um livro! Uau (só mais este, para terminar). Uau (ups, este escapou!).
*in «Uma Amiga como Shiva», de Marta Curto (Ed. Livros d'Hoje)
quarta-feira, 12 de março de 2008
Capítulo encerrado!
O António, pois claro
«Ah, o António gostou muito da entrevista»! O QUÊ? O António, ora essa. Claro. O António. Aquele que passou o tempo todo de trombas? Que me fez tremer os joelhos durante semanas na antecipação? O meu Lobo mau? Opá...que fofinhooooooooooooooooo!!! Depois disto, pode vir quem quiser que eu estou pronta.
Tirando talvez o Rui Costa. Sim, tirando ele. Mas isso vem de uma zona qualquer do meu(Cérebro? Cérebro não! Fica em branco, então) que eu não sei controlar. Não sei, juro que não sei!
Tirando talvez o Rui Costa. Sim, tirando ele. Mas isso vem de uma zona qualquer do meu(Cérebro? Cérebro não! Fica em branco, então) que eu não sei controlar. Não sei, juro que não sei!
sábado, 8 de março de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
Descobertas
Descobri hoje (ou ontem, sei lá) que afinal as pessoas ainda nos podem surpreender! Mesmo que seja um quarentão com energia de miúdo de 15 anos e sensibilidade de camionista.
Descobri no fim-de-semana passado que é possível andar para trás sete anos e encontrar as pessoas tal e qual as deixámos pintadas na memória. Um arranhão a mais ou uma amolgadela a menos. Não interessa. São elas sim. «A primeira vez que me sentei contigo numa aula foste mesmo rude, mulher!». Fui e nem me lembrava! Como me ri. Como me inundei de saudades (não devia ter sido ao contrário?). Como descobri coisas que sabia saber mas já não sabia (ou sabia?). Como me soube bem voltar ao secundário, mesmo que só por uma noite.
Ah, e descobri agora que cheguei a este fim-de-semana mil vezes mais eu do que no anterior. Mesmo que o meu computador tenha pifado nas mãos de um certo alguém viciado em jogos de poker online...
Descobri no fim-de-semana passado que é possível andar para trás sete anos e encontrar as pessoas tal e qual as deixámos pintadas na memória. Um arranhão a mais ou uma amolgadela a menos. Não interessa. São elas sim. «A primeira vez que me sentei contigo numa aula foste mesmo rude, mulher!». Fui e nem me lembrava! Como me ri. Como me inundei de saudades (não devia ter sido ao contrário?). Como descobri coisas que sabia saber mas já não sabia (ou sabia?). Como me soube bem voltar ao secundário, mesmo que só por uma noite.
Ah, e descobri agora que cheguei a este fim-de-semana mil vezes mais eu do que no anterior. Mesmo que o meu computador tenha pifado nas mãos de um certo alguém viciado em jogos de poker online...
Subscrever:
Mensagens (Atom)

