segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ah Ah Ah


Ai, ui, e mais não sei quê. E na capa da revista Pública o nome da menina num plano de destaque quase igual ao do entrevistado. E rococós literários assim-mais-ou-menos-a-dar-para-o-pretensiosos no texto de introdução da entrevista como a inesquecível frase «António Lobo Antunes, c'est lui!». E, no fim disto tudo, vai o jornal A Bola (que muito respeito, pois claro) e pimbas... dá uma lição a Anabela Mota Ribeiro sobre o que é uma entrevista interessante a ALA, sem necessidade de fazer do trabalho uma montra da vaidade do jornalista e sem que Vítor Serpa tenha alguma vez mantido uma relação amorosa com o Ministro da Cultura (o que, a ter acontecido, teria uma certa graça, claro!). Sim, sim, sou mesquinha e tal, mas e o que me deliciei à conta disso não conta para nada? O que me ri? Ah, tanto, tanto, que não preciso de fazer abdominais ou comer queijo Filadélfia nos próximos...deixa cá ver...hummmm...milénios (vezes infinito, assim mesmo como se dizia na escola primária, ih ih).

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Estranha paz...

...esta que se abate sobre mim se vejo sentado na rua um mendigo de barba comprida e branca, com a litrosa de Sagres ao lado, e que sorri genuinamente enquanto lê um livro do Harry Potter. Uma paz feita impulso de me esquecer de tudo o resto, sentar-me ao lado dele e passar o dia inteiro ali mesmo, naquela sombra, a saber mais da vida (dele) e a falar daquele sorriso. Mas essas coisas não se fazem (Pois não?)!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Onde vais energia positiva?

«Just one of those things, when everything goes incredible, and all is beautiful...»

E depois tenho de desligar o ipod, pôr o pé na redacção e ver a energia positiva desfazer-se diante dos meus olhos como uma nuvem carregada de chuva.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Pós-Aniversário

Vinte e cinco coisas a dizer agora que tenho vinte e cinco anos:

1. Há pessoas muito estranhas a simpatizar comigo, nomeadamente um grupo de 'tias com ar de stripper' que, sem me conhecerem de lado nenhum, me desejam o mesmo que desejam aos respectivos filhos (espero que não lhes desejem porcarias)
2. AMO O BENFICA (principalmente quando dão duas secas ao Sporting só para tornar a minha festa mais espectacular. E foi isso que os moveu, tenho a certeza!)
3. Um bolo de iogurte meio desfeito com velas cor-de-rosa-das-mais-comuns-que-há pode ser o mais glamouroso do mundo, por ter sido feito só para mim por quem gosta mesmo de mim
4. Gosto de 'parabéns' inesperados e não me chateiam os esperados que não chegam
5. É engraçado acordar de manhã e imaginar que vou encontrar uma cara completamente diferente no espelho
6. Descobri que 'Mamarracho Mais Quente' é um possível anagrama do meu nome
7. Ouvir música em modo aleatório faz todo o sentido
8. Se não estiver de meias ou chinelos não consigo MESMO pisar chão molhado (a experiência está feita e o resultado é incontestável)
9. Quando quero muito estar bonita consigo ver-me bonita
10. A minha atracção irresistível por casacos é patológica e perigosa
11. Tenho mil e um planos para tornar a minha vida mais interessante depois de celebrar um quarto de século (quase todos irrealizáveis)
12. Gosto de ser preguiçosa (e devia ter vergonha disso mas não tenho)
13. Faço 'baby talking' quando me dirijo a um cão, e apetece-me rosnar quando me dirijo a um bebé
14. Adoro mapas, principalmente aqueles gratuitos que têm os desenhos dos monumentos
15. Tenho o hábito assustador de abraçar livros de que gosto muito (acabei de o fazer e essa realidade abateu-se friamente sobre mim)
16. Não resisto a humor negro involuntário e rio mesmo alto se recebo um e-mail sobre um passeio com doentes de alzheimer onde dizem «Não há memória de uma acção assim» ou «Passeio inesquecível»
17. A saudade não se esbate com o tempo...por isso pensei o dia todo no único telefonema que tinha a certeza que não podia receber
18. Ainda arrasto os pés pelo chão se ando numa casa às escuras...para não te pisar, Kimba
19. Sou trágica ao ponto de me obrigar a registar na memória a última vez que vi alguém pelo menos até ao momento em que vejo essa pessoa de novo
20. Divirto-me a imaginar que sou amiga de pessoas que nem fazem ideia que eu existo
21. Este número é importante para mim
22. Às vezes dou por mim a escolher mentalmente músicas e roupa para o meu funeral. E sim, sei que sou mórbida e perturbada
23. A minha mãe ainda me faz cócegas. E eu adoro!
24. Gosto mesmo muito das pessoas de quem gosto. Mesmo que raramente o diga.
25. É a minha idade nova e por aqui me fico, porque odeio pensar no futuro

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sujeito-me a isto porque...?

A voz do outro lado da linha é simpática, e fala-me com uma preocupação pela minha saúde tão genuína que quase me comove. Propõe-me uma coisa gratuita, mesmo gratuita, sem contrapartidas, algo que me é tão difícil resistir. Só meia hora, 30 minutos em que ela estará empenhada apenas no meu bem. E eu aceito, marco hora, combino tudo. Caio na esparrela mais uma vez.

E para quê? Para chegar lá e ela ser toda tonificada, maravilhosa, medir-me, pesar-me e dizer-me que o meu índice de massa gorda é algo de horrível, inaceitável, vergonhoso. Dirá isso carinhosamente, o que me vai fazer sentir ainda pior. E depois disso, de todas as vezes que não for ao ginásio (porque não tenho tempo, juro que é por isso) voltarei para casa a sentir-me a pessoa mais desprezível do mundo. E nessa altura, onde estará o olhar compreensivo da menina que me fez a avaliação? A destruir a vida de uma qualquer outra preguiçosa deste país, pois claro, em vez de estar ali ao meu lado a segurar a minha mão papuda.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Momento gelado

«Sim, estou interessado na entrevista. Claro, conheço bem a revista. Deixa só passar esta fase mais complicada de jogos e depois falamos melhor... olha, entra em contacto comigo depois do 2º jogo com o Nápoles...»

«Aquele que vocês vão ganhar, não é?»

...ah, haveria frase menos inteligente para terminar uma conversa com o ídolo mais ídolo da minha adolescência, logo após uma derrota tão terrível e depois de ele ter sido a coisa mais fofinha do mundo para com a minha pessoa? Sempre em grande esta menina.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

AAAHHHHHHHHH

Eu. Benfica. Nápoles. Avião. Equipa. Eu. Equipa. Benfica. Eu. Rui Costa. Mesmo Avião. Eu. Benfica. Enfarte. Miocárdio. Piiiiiiiiiiiiii...

Estou amadonnada


Depois do palácio, a Rainha. Gostei-te muito minha piquena jeitosa.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A Burra e o Palácio

Agora vou para aqui. Depois falamos =)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Anestesia

Precisava de me sentir bem aqui. Descobrir que vale a pena, que escrever numa folha de jornal me pode fazer feliz ou então descobrir por onde quero e posso arriscar.

Gostava de poder conversar contigo de manhã, ainda com a cara amassada, antes de um dia normal. Um dia que é só um dia, sem obrigação de ser aproveitado. Sermos como antes, seja lá o que isso for.

Não quero mais sentir um aperto no estômago quando ouço o nome de um lugar que sempre foi meu. Gelar inteira se uma amiga como tu, a quem nunca escolhi perder de vista, me diz «isto não é o mesmo sem ti. Fazes-me muita falta».

Irrita-me não me lembrar o que é viver sem desejar tão intensamente e honestamente a morte de alguém. E ter as mãos atadas perante um verme tão rasteiro e uma injustiça tão flagrante.

Odeio não poder ver sempre quem quero ver sempre, principalmente sem perceber em nome de quê deixo escapar-me assim o tempo.

E hoje, só queria fechar os olhos e aprender a deixar de sentir.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Nem laranjas, nem falésias, nem Verão

Juro que não estou a roer uma laranja na falésia, primeiro porque não tenho assim muito o hábito de roer laranjas e depois porque não tenho assim muito o hábito de me pendurar em falésias, mas cá estou eu na vilinha mais linda de Portugal para passar férias.

Tudo normal: praia, gelados, coçar a barriga, pôr as leituras em dia, além daquelas coisas que toda a gente gosta de fazer numas férias de Verão, como escrever textos para enviar para o jornal e de numa semana ter já conseguido apanhar três dias de vento, com direito ao número de correr pela praia atrás do guarda-sol, e de frio, aquele frio que dá vontade de vestir o casaco na praia, naquelas horas em que devia ser extremamente perigoso estar com o cachaço ao Sol. O que me leva à situação actual de estar sentada ao computador. Bem bom hein?

Permaneço ainda assim optimista e de espírito inquebrável. A ausência de horários desta semana permitiu-me acompanhar madrugada dentro as duas horas de triatlo da Vanessa, as más condições meteorológicas trouxeram-me para casa a tempo de acompanhar os saltinhos vitoriosos do jeitoso do Nelson (pausa para contas: duas medalhas olímpicas, dois atletas do…Benfica. Ooooohhhhh, que fofinhos) e, caso se mantenha esta maré de sorte, no domingo vai estalar uma valente trovoada para me obrigar a ficar em casa para ver o meu Benfica estrear-se no campeonato (quem diz trovoada, diz um maravilhoso dia de Sol ou uma fantástica viagem gratuita e inesperada para um paraíso tropical. Tudo coisas horríveis que não me deixarão outra opção a não ser ver o jogo. Infelizmente, claro).

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Ai, que a menina não presta...

...é o que diz o chefinho. E tem muita razão! Não é que comprei umas calças rochas? Eu não, a mãezinha ofereceu, que a vida não está para despesas. E não teria sido mais prático e lógico comprar umas calças pretas ou de ganga? Para ficar bem com tudo? Nãããããããão... eu gosto de viver com drama!... tu tu ru tu ru tuturu turu, take a walk on the wild side.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O tralala do Gunther!


Não há direito! Fui censurada! Apenas porque queria partilhar o meu artista preferido do momento...o GRANDE GUNTHER. Mas ao que consta o vídeo tem conteúdos para adultos e tal, uma constatação totalmente injusta. Apenas porque o homem canta «Ohhhhh, you touch my tralala...hummmmm, my ding ding dong»? Ou porque faz trocadilhos como «You want my pére noel, you want my pair...»? Isso é o mesmo que dizer que o Quim Barreiros é um homem com maldade. Não está correcto. Não tenho como colocar aqui o vídeo... mas fica a janela aberta para os interessados (que tenham mais de 18 anos hein?). Especial destaque para a Ding Dong Song na versão com vídeo (atentar ao momento em que ele se levanta do chão logo no início ou no pormenor do champanhe no final...gargalhadas muitas) e para o Summer Trip (há lá coisa mais sexy do que duas mulheres envolvidas numa luta de protector solar?). É ou não é o maior?

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

É de desconfiar!

Boas notícias, daquelas tão boas que podem mudar um bocadinho a minha vida. Prendas inesperadas, e tão espectaculares que ainda estou abananada. Reencontrar uma amiga. E o trabalho, que está a correr tão bem, e hoje vai-se a ver e ainda saio daqui sem ter já anoitecido. Hummmmmmmm...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Ed, Ed...



Tenho para mim que você vai de patins!! Por isso quero agradecer-lhe a péssima prestação que, de maneira obtusa, me aqueceu o coração. Mando votos idênticos a Luís Filipe, Binya, o grande Makukula e coisas que tais!

Petiiiiiiiiiiit, se me estiveres a ouvir atenta bem no desespero do apelo - Sei que és bruto e barrascoso, mas estás aqui no meu coraçãozinho benfiquista e não te quero perdido pelas franças. Fica, fica, fica, fica, fica...(visualizar pés a bater no chão e uma voz chorosa e guinchada).

domingo, 27 de julho de 2008

Abençoado pátio


Contei hoje. Tenho cinco livros na mesa de cabeceira. Uns em cima dos outros. E sei que estou a ler todos ao mesmo tempo - um porque quero, outros dois para trabalho, um por curiosidade e mais outro só porque sim. Só não sei quando me aconteceu começar a misturar assim leituras. Ter-te a ganhar pó, adiar-te, abandonar-te a meio. Não gosto. E é a cicatriz pior que me deixou o trabalho até agora. Por isso, há certos livros com os quais troco um sorriso secreto assim que chegam pelo correio. Sei que ao lê-los vou garantir a quota de obrigação ao mesmo tempo que me divirto até aos ossos. E isso, nos dias que correm, é coisa que não posso deixar de agradecer. Aconteceu contigo e portanto... cá vai... obrigada!

domingo, 20 de julho de 2008

Espanhitalinglês!

Sei que demorei a recuperar, mas depois de três dias a misturar o espanhol das minhas colegas de profissão com o italiano do país que me estava a receber, e mais o inglês do mulato jeitoso que fui entrevistar, fiquei com a cabeça em papas. Só isso poderia justificar que tenha ficado feliz ao enveredar numa conversa no avião com um grupo de brasileiros que estavam a fazer uma viagem evangelista (isso mesmo!) pela Europa. Shame on me... mas eles falavam a mesma língua que eu, e já estava fartinha de tropeçar nos muchos, moltos e much's da vida. Muito mesmo.

Venha de lá essa valsa...

E soube tão bem!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Mais um dia

Há manhãs em que tenho a certeza, quando acordo, que o dia está bonito. Sinto que sei o que tenho pela frente e fico calma. Levanto-me sem medo. Mas, de repente, o dia escorrega-me entre os dedos. É feito de coisas que não deviam ter sido. Acontece-me um dia feio. Bonito por aí, mas feio e sujo por aqui. Acontece-me ainda outro. E mais outro. Ainda assim, sempre de manhã, quando abro os olhos, é suposto que seja mais um dia. Com as mesmas 24 horas e até o céu bonito (estaria?). Mas pode o coração pesar-me tanto se é só mais um sol que se levanta para se pôr mais tarde? Podes mesmo ter passado por mim a chorar por seres só um número para alguém? Teremos sentido o estômago tão apertado, em silêncio, por nos sabermos uma folha de papel frio em cima de uma mesa? Conseguirei ficar feliz em breve por ter dado um passo em frente à custa do vosso tropeção? É só mais um dia. Então quero só que chegue ao fim. Este. Porque amanhã quero acordar de novo com a certeza de que vai correr tudo bem (e ter razão), pelo menos em cada uma das manhãs da semana inteira que vou passar longe daqui.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Alguém sabe para que lado me viro agora?


Hoje, e por toda esta semana, sinto-me assim. Logo eu, que gosto muito mais das reflexões do Filipe sobre a preguiça...